Você iria no funeral de (insira nome)?

a) Depende, a irmã era gostosa?
Nível de amizade: conhecido
b) Claro. Tivemos uma boa convivência. Preciso apenas confirmar se não tenho nenhuma viagem marcada na mesma data.
Nível de amizade: colega”
c) Com certeza. Já passamos por poucas e boas juntos. Era um parceiro.
Nível de amizade: amigo”
d) Desgraçado, ele morreu mesmo? Mas que filho da puta! Vou no enterro nem que precise desmarcar meu próprio casamento.
Nível de amizade: amigo do peito”

Este teste engraçadíssimo e com um grande fundo de verdade está no Papo de Homem, em um post sobre amizades de verdade.

O ponto principal do post é que após uma certa idade se torna mais difícil fazermos amizades de verdade por causa de todos os personagens que assumimos em casa, no trabalho e na família e que geralmente os amigos de verdade são aqueles que nos viram crescer. É e não é. É verdade que criamos ligações muito fortes com aqueles que estão conosco desde sempre, mas há também aqueles com quem crescemos juntos e hoje não temos mais a menor afinidade. E na luta desleal entre o cara que te conheceu já com barba na cara (qual seria o equivalente feminino pra essa expressão? Maquiagem na cara? Sutiã no peito?) e o que brincou com você na rua, o segundo sempre vai levar vantagem, por mais amigões seus que os dois sejam. Mas sim, acho que infelizmente tendemos a nos fechar para fazer novas amizades ao longo da vida. Ou porque os tais personagens que assumimos não permitem que os outros nos vejam por inteiro, ou porque estamos tão ocupados com nossas vidas adultas que acabamos achando que não precisamos ou não temos espaço para mais amigos – afinal, já temos aqueles da infância, os de verdade, não? E já é tão difícil arrumar tempo para encontrá-los…

Só não concordo com a parte final onde diz que a maioria das mulheres nem sonha o quão forte é a verdadeira amizade masculina. Concordo sim que as mulheres podem ser muito menos leais (falsas mesmo!) e competitivas que os homens e eu mesma prefiro ficar em um ambiente com a maioria masculina do que feminina. Tenho pavor dessas academias só para mulheres porque acho que mulher demais junta vira guerra de egos. Tenho grandes amigos homens. Mas tenho também grandes amigas mulheres. Assim como entre os homens existe a distinção entre amigo e amigo do peito, o mesmo acontece com as mulheres. Temos as colegas com quem trocamos papos superficias, temos as amigas, companheiras, com quem falamos horas no telefone, trocamos detalhes de acontecimentos, conversas, compras… E temos as amigas irmãs. Aquelas com quem também falamos no telefone, fazemos compras, trocamos fofocas… e que estão conosco pro que der e vier, em qualquer hora e qualquer lugar. Que são verdadeiras irmãs, muitas vezes mais companheiras do que as irmãs genéticas. Talvez e infelizmente elas sejam mais raras do que os amigos do peito homens, mas essas amizades não deixam em nada a dever às masculinas.