Nos últimos 45 dias…
Michael Jackson morreu
Caiu mais um Airbus, dessa vez no Oceano Índico
O Parque da Mônica vai mudar de lugar
Felipe Massa entrou em coma e saiu
Ronaldo Fenômeno passou por mais uma cirurgia (ô homem remendado!)
A gripe suína causou o adiamento do início das aulas em escolas
E eu passei por uma cirurgia para corrigir um problema congênito e estive uns dias na UTI, outros no quarto de hospital e mais um monte me recuperando em casa. Ainda preciso de babás pois não são todos os movimentos que eu posso fazer, mas já dá pra fazer bastante coisa sozinha e arriscar umas saidinhas de vez em quando.
O balanço geral é que, apesar das limitações, achei minha melhora bastante rápida. Recuperei grande parte do movimento dos braços nas primeiras semanas, não tinha fôlego nem pra terminar frases e já voltei a conversar normalmente. Claro que ainda não dá pra fazer esforço, mas espero que quando eu voltar a fazer descubra que o meu fôlego aumentou em relação a antes da cirurgia.
A conclusão é que o depois foi muito mais tranquilo que o antes. Claro, passei por várias coisas desagradáveis no hospital, depois que tive alta ainda senti muita dor e passei muito tempo irritada e de mau humor por sentir dor o dia inteiro e frustrada por não conseguir fazer coisas corriqueiras. Mas está passando e até que rápido. With a little help of my friends, of course. Momento beijo pro meu pai pra minha mãe e pra você pra agradecer todas as ligações, visitas, SMS, e-mails e presentes. Até mesmo algumas pessoas que eu nunca sonhei que dariam pela minha falta ligaram e visitaram. É, as pessoas podem ser surpreeendentes. Ah, e também obrigada pelos empréstimos e recomendações de livros, filmes e jogos para mnater minha sanidade mental. Crucial para minha recuperação.
Voltando ao assunto, a preparação foi bem mais difícil do que a recuperação. Primeiro vem o choque, porque a palavra cirurgia, por mais moderna e corriqueira que tenha se tornado, sempre é preocupante, e junto com com a palavra coração, é alarmante. Depois a maratona de médicos e exames para confirmar o diagnóstico, burocracia com o plano de saúde, fora a primeira tentativa de cirurgia que não deu certo e todo o estresse de me internar, tomar anestesia, ir a família inteira ao hospital pra voltar sem ter feito nada. Sem contar que enquanto estou me dedicando integralmente à recuperação, a preparação foi equilibrando a maratona de médicos com o trabalho, o meu estado emocional, problemas usuais, um mais cabeludo que exigiu até a contratação de um advogado e ainda acalmar algumas pessoas cujo choque foi maior que o meu. Afff. Não, definitivamente estou me sentindo melhor no pós operatório.
Ainda faltam mais uns outros 45 dias para voltar à vida normal, mas algo me diz que tudo vai correr bem. Por enquanto fico fazendo minha fisioterapia, me alegrando pela evolução que já tive e sonhando com o que ainda falta evoluir.
Minhas próximas metas são voltar a fazer as coisas que ainda não posso e sinto muita falta, sendo elas:
- Ser independente, óbvio! Não tem preço.
- Sair mais de casa. Óbvio também. Apesar que em tempos de frio rigoroso e gripe suína até que não está sendo tão mal…
- Deitar de lado – Essa parte tem sido um tortura! Adoro dormir toda enroladinha.
- Usar roupas normais – Passar o dia inteiro de pijama é uma delícia, mas 45 dias inteiros cansa. E mesmpo quando saio não dá pra colocar nada diferente de uma camiseta de algodão senão o tecido ou o decote incomodam a pele sensível em volta do corte.
- Fazer a unha – Essa é meio fútil, mas os tais 45 dias de pijama dão uma balançada na vaidade e fazer a unha acrescenta uma corzinha no dia e seria totalmente viável, se não fosse um bendito spray bactericida que eu tenho que passar na hora de trocar o curativo e que deixa meus dedos completamente laranja.
- Fazer exercícios – Vai saber. Tudo o que é proibido é mais gostoso…