Aqui no Brasil não comemoramos o Thanksgiving e eu nem curto aquela história toda de peru, jogo, desfile e outras coisas que fazem parte da tradição desse feriado americano (tá, as tortas eu acho que curtiria), mas eu acho legal a parte de dar graças, principalmente na época do ano em que é comemorado o Thanksgiving, que é novembro. É um bom momento para começar a fazer um balanço do ano, reconhecer as coisas boas e ruins, dar graças pelas boas e se preparar, na medida do possível, para que as ruins não se repitam.

2009 não foi um ano dos mais fáceis para mim, que descobri logo em fevereiro que precisaria de uma cirurgia grande e meio que passei o resto do ano gravitando em torno do tema cirurgia: exames, dúvidas, apreensão, preparação, recuperação, frustração e muitos outros “ão”, acrescidos de uma segunda cirurgia alguns meses depois, numa maratona que só terminou em novembro.

Isso mais os planos e sonhos cancelados deixariam qualquer um maluco, e eu passei pos muitas e muitas horas de frustração pelo sentimento de vida em espera que causava ficar só parada deixando o corpo se recuperar. Mas o meu lado Pollyana é muito forte e eu vejo sempre o copo meio cheio, então apesar de todo o transtorno, vejo as cirurgias como coisas positivas. Uma, um grande problema descoberto a tempo e evitado; a outra, um problema que incomodava há tempos que está sendo tratado. E outra coisa definitivamente positiva que tantas internações trouxeram foram as surpresas que tive com algumas pessoas que demonstraram um carinho e uma preocupação inesperados (e claro, a confirmação dos esperados, que é sempre gratificante).


Então o que eu tenho a agradecer de 2009 (eu e o meu thanksgiving de novo) foi a resolução desses problemas de saúde, algumas amizades que se fortificaram exponencialmente e o início de um curso que está me trazendo muitas alegrias. Em 2010, começo zerada e realizarei os sonhos adiados em 2009.

Viu? Você começa analisando o ano em novembro, agradece pelas coisas boas e chega com uma visão clara e cheia de energias positivas para o Reveillon!

Feliz 2010 para todos!

Fotos: http://www.freedigitalphotos.net/

A Lia do Just Lia achou esse clipe maravilhoso do Tom Petty & The Heartbreakers todo ambientado no universo de Alice no País das Maravilhas. Tem o chapeleiro maluco (Tom Petty em pessoa), a lagarta fumando, a sala xadrez, as comidas que aumentam e diminuem… muito, muito bom!

O clip é de 1985 e o nome da música é Don’t Come Around Here No More (tudo a ver com o País das Maravilhas).

E não é que existem homens que adoram um biquinho e um dengo?

Queremos voltar a ser úteis, imploro, repito. Queremos prestar de novo. Mulheres, escutem o nosso grito. Ouviram do Ipiranga, da Pampulha, do Capibaribe, das margens do Jaguaribe? Ouviram?

Não se trata de mais uma cantada genérica. Cantar é fácil. Qualquer mané o faz. A grande arte de um homem começa quando a cantada dá certo, ouviram, rapazes? Sim, o feitio de oração, o devotar-se, como insisto aqui nesta campanha permanente.

E nesse quesito, amigos, quem mais se aproxima da nota dez é quem atende todos os pedidos, ou quase. Mesmo que seja uma daquelas gazelas que adoram ser mimadas 24 horas, filha única, carente, voz manhosa de Marilyn Monroe no faroeste Os Desajustados.

Porque só Marilyn, não por ser loira, mas pelo estilo da fala, sabe ensinar como obter tudo de um homem. Ainda mais nesses tempos de hoje, em que perdemos praticamente a utilidade. Não vamos muito além da velha troca do chuveiro queimado ou da lâmpada.

No restante dos ofícios, elas possuem dotes e consolos materiais e filosóficos. Nem a massagem do cansaço noturno passa mais por nossas mãos rudes – tem sempre um japa do ramo que já resolveu a parada antes.

A conta

Nesse critério, de nos tornar um pouco úteis, de deixar o macho se sentindo vivo e importante, queremos a chance de saber que na vida ainda existe almoço de graça. Deixem que o homem pague, mesmo que você seja aquela super-poderosa mulher que comanda uma plataforma de petróleo ou que tenha nascido da costela do Onasis.

Queremos a chance de atender os seus pedidos. Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir, não acha?

Como elas pedem gostoso.

Como elas são boas nisso.

Resistir, quem há de?

Um simples “posso pegar essa cadeira, moço?” vira um épico. É o jeito de pedir, o ritmo caliente da interrogação, a certeza de um “sim” estampado na covinha do sorriso. Pede que eu dou, meu amor, eis o mantra aqui repetido.

Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo! Estou pedindo: pede! É uma campanha permanente, por isso repito parte de uma velha crônica de costumes dirigida especificamente a uma moça.

Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis. Pede Chanel, pede Louis Vuitton, pede que eu compro nem que seja no camelô. Não me pede nada simples, faz favor. Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.

Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses. Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos.

Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim no braço, são lindamente barulhentos. Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.

Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos, como um Wando, como o poeta mais brega ou como o T.S.Eliot. Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: “Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?”

Um castelo na Inglaterra?

Sim, eu dou na hora.

Sim, eu opero o milagre.

Como no pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!

Pede, benzinho, pede tudo.

Que eu largue a boemia, pare de beber e me regenere???

Pede, minha nêga, que o amor tudo pode.

Mesmo as que têm mais poder de posse que todos nós não escapam de um belo pedido. Com estas, as mais poderosas, tem ainda mais graça. Elas pedem só por esporte, o que não lhes comprometem a pose e muito menos a independência.

Charme

Não é questão de poder ou dinheiro. O charme e o que importa é o pedido em si, o romantismo que há guardado no ato. Os melhores cremes da Lancôme? Vou a Paris agora. Estou pronto.

Eu lhe peço: me pede.

Café da manhã na cama todas as manhãs? Já estou arrumando os potinhos de geléia e de olho na cafeteira mais moderna, mais “da hora”.

& MODINHAS DE FÊMEA

Champanhe todas as noites?

Sim, terá, e sempre à luz de velas, não qualquer espumante, aquele da marca da nobre viúva.

Que eu abra a porta do carro, sem que você corra risco de parecer uma nostálgica? Abre-te Sésamo!

Puxar a cadeira? Só se for agora.

Reservar mesa para jantar fora? Acabei de providenciar, meu anjinho barroco.

Peço: me pede! Não pede mimos baratos, pede atenção, por exemplo, essa mercadoria tão cara e tão em falta no mundo de homens e mulheres.

Xico Sá em Modos de Macho – BR Press, via Faceirice

O site Hollywood Crush, da MTV, resolveu brincar de E SE… e se perguntou como seria se o Crepúsculo tivesse sido produzido na década de 80. Quem seriam os atores conidados?

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O papel de Edward Cullen seria de River Phoenix. Ahhhh! Amei! Melhor que o Edward original! Johnny Depp encarnaria mais um de seus personagens estranhos como o lobisominho Jacob Black. Aplaudo a escolha também.

Oba! Setembro é mês de estréia das novas temporadas de séries!
Vício total!

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Fim da primeira semana de volta ao trabalho. No primeiro dia eu era só alegria e fui embora me perguntando sinceramente porque eu estava pensando em mudar. Cinco dias foram suficientes para me lembrar de todos os motivos. Dai-me paciência para aguentar mais um ano pelo bem dos meus planos pessoais…

Outra revelação bombástica dessa exposição… uma ano depois de mudar de time o Cascão tomou banho!!!

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Lá também está exposto o verdadeiro coelhinho da Mônica (a de carne e osso). Não é que o bichinho é bem encardido mesmo?

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Eu sou corintiana por causa do Cascão, desde pequena, mas tem um time que eu não consigo torcer contra: o Santos. Descobri isso numa final entre os dois times. Parecia muito errado torcer contra o time da minha cidade natal. Sei lá, sentimentalismos saudosistas depois que você se muda. Toda vez que os dois jogam eu não torço para nenhum dos lados. Hoje eu fiz uma decoberta bombástica: o Cascão era santista e só depois virou corintiano!!!

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Essa tirinha é de 1963 e faz parte da exposição de 50 anos da Turma da Mônica, no MUBE.

Essa eu recebi pelo Facebbok, mas como ainda não tenho muitos amigos pr lá, resolvi compartilhar no blog. Bem divertido.

Using only song names from ONE ARTIST, cleverly answer these questions. Pass it on to 15 people you like. You can’t use the band I used. Try not to repeat a song title. It’s a lot harder than you think! Repost as “my life according to (band name)”

Are you a male or female:
Lady madonna

Describe yourself:
I am the walrus

How do you feel:
I feel fine

Describe where you currently live:
The long and winding road

If you could go anywhere, where would you go:
Back in the USSR

Your favorite form of transportation:
Yellow submarine

Your best friend is:
Michelle

You and your best friends are:
Come together

What’s the weather like:
Here comes the sun

Favorite time of day:
Hard day´s night

If your life were a TV show, what would it be called:
In my life

What is life to you:
Ticket to ride

Your last relationship:
Hello, goodbye

Your fear:
Don´t let me down

What is the best advice you have to give:
All you need is love

Thought for the Day:
Can´t buy me love

How I would like to die:
While my guitar gently weeps

My soul’s present condition:
Twist and shout

My motto:
Let it be

Nos últimos 45 dias…

Michael Jackson morreu
Caiu mais um Airbus, dessa vez no Oceano Índico
O Parque da Mônica vai mudar de lugar
Felipe Massa entrou em coma e saiu
Ronaldo Fenômeno passou por mais uma cirurgia (ô homem remendado!)
A gripe suína causou o adiamento do início das aulas em escolas

E eu passei por uma cirurgia para corrigir um problema congênito e estive uns dias na UTI, outros no quarto de hospital e mais um monte me recuperando em casa. Ainda preciso de babás pois não são todos os movimentos que eu posso fazer, mas já dá pra fazer bastante coisa sozinha e arriscar umas saidinhas de vez em quando.

O balanço geral é que, apesar das limitações, achei minha melhora bastante rápida. Recuperei grande parte do movimento dos braços nas primeiras semanas, não tinha fôlego nem pra terminar frases e já voltei a conversar normalmente. Claro que ainda não dá pra fazer esforço, mas espero que quando eu voltar a fazer descubra que o meu fôlego aumentou em relação a antes da cirurgia.

A conclusão é que o depois foi muito mais tranquilo que o antes. Claro, passei por várias coisas desagradáveis no hospital, depois que tive alta ainda senti muita dor e passei muito tempo irritada e de mau humor por sentir dor o dia inteiro e frustrada por não conseguir fazer coisas corriqueiras. Mas está passando e até que rápido. With a little help of my friends, of course. Momento beijo pro meu pai pra minha mãe e pra você pra agradecer todas as ligações, visitas, SMS, e-mails e presentes. Até mesmo algumas pessoas que eu nunca sonhei que dariam pela minha falta ligaram e visitaram. É, as pessoas podem ser surpreeendentes. Ah, e também obrigada pelos empréstimos e recomendações de livros, filmes e jogos para mnater minha sanidade mental. Crucial para minha recuperação.

Voltando ao assunto, a preparação foi bem mais difícil do que a recuperação. Primeiro vem o choque, porque a palavra cirurgia, por mais moderna e corriqueira que tenha se tornado, sempre é preocupante, e junto com com a palavra coração, é alarmante. Depois a maratona de médicos e exames para confirmar o diagnóstico, burocracia com o plano de saúde, fora a primeira tentativa de cirurgia que não deu certo e todo o estresse de me internar, tomar anestesia, ir a família inteira ao hospital pra voltar sem ter feito nada. Sem contar que enquanto estou me dedicando integralmente à recuperação, a preparação foi equilibrando a maratona de médicos com o trabalho, o meu estado emocional, problemas usuais, um mais cabeludo que exigiu até a contratação de um advogado e ainda acalmar algumas pessoas cujo choque foi maior que o meu. Afff. Não, definitivamente estou me sentindo melhor no pós operatório.

Ainda faltam mais uns outros 45 dias para voltar à vida normal, mas algo me diz que tudo vai correr bem. Por enquanto fico fazendo minha fisioterapia, me alegrando pela evolução que já tive e sonhando com o que ainda falta evoluir.

Minhas próximas metas são voltar a fazer as coisas que ainda não posso e sinto muita falta, sendo elas:

- Ser independente, óbvio! Não tem preço.
- Sair mais de casa. Óbvio também. Apesar que em tempos de frio rigoroso e gripe suína até que não está sendo tão mal…
- Deitar de lado – Essa parte tem sido um tortura! Adoro dormir toda enroladinha.
- Usar roupas normais – Passar o dia inteiro de pijama é uma delícia, mas 45 dias inteiros cansa. E mesmpo quando saio não dá pra colocar nada diferente de uma camiseta de algodão senão o tecido ou o decote incomodam a pele sensível em volta do corte.
- Fazer a unha – Essa é meio fútil, mas os tais 45 dias de pijama dão uma balançada na vaidade e fazer a unha acrescenta uma corzinha no dia e seria totalmente viável, se não fosse um bendito spray bactericida que eu tenho que passar na hora de trocar o curativo e que deixa meus dedos completamente laranja.
- Fazer exercícios – Vai saber. Tudo o que é proibido é mais gostoso…

Três coisas que gosto: Alice no País das Maravilhas, o jogo com a versão sombria do País das Maravilhas e filmes de Tim Burton. Mal posso esperar para ver o resultado disso tudo junto.

Veja o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LjMkNrX60mA“>trailer.

thankyoufortakingcareofme

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